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Os
paraolímpicos brasileiros que realizam avaliações
periódicas no CENESP-UNIFESP deram show no Parapanamericano
de Mar del Plata (Argentina). Durante os nove dias dos
Jogos Parapanamericanos em Mar del Plata, a equipe do
Brasil deu muito trabalho para os competidores das Américas
e para os países convidados. O objetivo maior
dos 1.100 desportistas dos 25 países foi conquistar
bons tempos para ajudar suas nações a
conseguir o maior número de vagas para Atenas.
O País conquistou bons tempos; deu show na estrada;
fez um balé perfeito na hípica; boas jogadas
em um dos seus mais recentes esportes – o vôlei
paraolímpico; mudou a história do basquete;
demonstrou gênios na água. O Brasil correu
muito e conquistou recordes.
No último
dia da competição na Argentina, o basquete
masculino em cadeira de rodas conquistou a vaga para
Atenas com a vitória contra a equipe do México
por 84x62. Os meninos brasileiros reverteram os resultados
dos últimos Jogos Parapanamericanos de 1999,
quando perderam a vaga para o mesmo adversário
por uma diferença de dois pontos. Rivaldo Martins,
natural de Santos, completou os 60km da prova de estrada,
categoria LC2 – amputação parcial
de membros inferiores – em 1h3min30s e ficou com
a primeira colocação.
Na pista de atletismo,
entre as medalhas de ouro, vale citar as duas dos cinco
mil metros, em categorias diferentes, conquistadas por
Odair dos Santos e Ozivan Bonfim. Para fechar a competição
em grande estilo, a pernambucana Suely Guimarães
superou o recorde mundial do lançamento de disco,
marcando 24m67. O Brasil encerrou a sua participação
com o número surpreendente de 165 medalhas –
81 de ouro, 53 de prata e 31 de bronze. Vale a pena
ressaltar que esse índice não computa
as medalhas conquistadas pelos deficientes mentais,
que participarão dos Jogos Paraolímpicos
apenas em provas de exibição.
O destaque vai
para a natação, que se consagrou bicampeã
da modalidade, ficando com 101 medalhas, 58 de ouro,
28 de prata e 15 de bronze – número de
medalhas incluindo atletas deficientes mentais. Entre
as estrelas brasileiras destacadas nas águas
da Argentina, disparou Clodoaldo Silva, de Natal-RN,
batendo dois recordes mundiais nas provas de 50m livre
(37:30) e dos 100m livre (1:22:53) e um parapanamericano
nos 150m medley (2:43:16). Outro natalense de destaque
foi Adriano Lima. O nadador superou o antigo recorde
parapanamericano na prova dos 400m livre, 5:33:30. O
carioca Gutemberg Ferraz também conquistou o
recorde parapanamericano nos 50m livre, fazendo o tempo
de 26s10.
O Brasil chegou
a esta edição dos jogos de Mar del Plata
com uma equipe de 117 atletas. A performance dos brasileiros
soma-se ao excelente desempenho dos atletas em todas
as modalidades. Esportes como adestramento e vôlei
paraolímpico deixaram a primeira marca dos brasileiros
em uma edição de Jogos Parapanamericanos.
Os nossos cavaleiros fecharam sua classificação
com quatro ouros e três pratas e grandes possibilidades
de ir para Atenas. As seleções de voleibol,
criadas há menos de seis meses no País,
já deixaram o recado que em pouco tempo serão
as melhores das Américas – a equipe masculina
e feminina conquistaram a prata.
O Brasil paraolímpico
está forte. Ainda não se podem computar
quantas vagas mais o País conquistou para os
Jogos Paraolímpicos, mas a conquista de vice-campeão
nos Jogos e resultados dos atletas podem ajudar o Comitê
Paraolímpico Brasileiro a ter a maior delegação
da história. Além do basquete, mais dois
esportes coletivos que nunca participaram de uma Paraolimpíada
garantiram vagas para Atenas - o goalball, no mês
de agosto no Mundial que aconteceu em Quebec, e o Futebol
para Cegos, no último dia seis de dezembro na
II Copa América, na Colômbia.
Entre as 19 modalidades
paraolímpicas que estarão participando
dos Jogos Paraolímpicos, o Brasil estará
sendo representado nas seguintes: atletismo, natação,
futebol para cegos, tênis de mesa, futebol para
paralisados cerebrais, basquete em cadeira de rodas,
halterofilismo, goalball, esgrima e adestramento.
O Brasil obteve
165 medalhas: 81 de ouro, 23 de prata e 31 de bronze.
Só o México conseguiu mais conquistas,
220 no total, com 101 ouros, 74 pratas e 45 bronzes.
Matéria retirada da Home
Page do Comitê Paraolímpico Brasileiro
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