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Atletas avaliados pelo CENESP-UNIFESP
receberam condecoração do Presidente
Lula
O Palácio do Planalto nunca foi tão
Brasil. Cerca de 84 integrantes da delegação
paraolímpica brasileira foram recebidos
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva
nesta quinta-feira, 14 de outubro. Entre eles
estavam os 43 medalhistas, com suas conquistas
estampadas. Ao entrarem no Palácio, mais
homenagens, nossos heróis receberam a medalha
de honra ao mérito esportivo. A nadadora
Fabiana Sugimori (ouro nos 50m Livre) e o velocista
Antônio Delfino (ouro nos 200m e 400m),
representando todos os competidores, receberam
das mãos do presidente Lula suas medalhas
e a cruz do mérito esportivo.
Vital Severino Neto, presidente
do Comitê Paraolímpico Brasileiro-CPB,
afirmou que o trabalho foi árduo para tornar
o Brasil uma potência paraolímpica,
mas ele foi alcançado: “chegamos
em Atenas que era a meta. O pódio era o
nosso objetivo. E se o ouro era o sonho, nós
sonhamos 14 vezes na Grécia”.
“Se essas medalhas servirem de incentivo
para que pessoas com deficiência comecem
a praticar esporte, será para mim a principal
conquista”, afirmou o segundo maior recordista
de medalhas dos Jogos Paraolímpicos de
Atenas, o nadador Clodoaldo Silva (seis de ouro
e uma de prata). E não são poucos
os brasileiros que têm alguma deficiência.
Segundo o Censo do IBGE, de 2000, há 24,5
milhões de pessoas com deficiência
no nosso país. “Recorde” da
Silva ainda apontou perspectivas futuras. Ele
acredita que, com ações contínuas
e planejamento, haverá um crescimento do
esporte paraolímpico até 2008, em
Pequim.
Ádria Santos, brasileira
recordista de medalhas em Paraolimpíadas,
com 13 no total, ficou muito satisfeita por ter
sido recebida pelo presidente Lula e, principalmente,
pela campanha da delegação brasileira
em Atenas: “O Brasil se saiu muito bem na
Grécia. Tivemos o melhor resultado da história
e isso é muito produtivo”. Foram
14 medalhas de ouro, 12 de prata e 7 de bronze.
O Brasil ficou 1º da América Latina,
14º lugar geral e 3º das Américas.
Trata-se de um resultado 50% melhor do que o apresentado
em Sydney (6 de ouro, 10 de prata e 6 de bronze).
“Estou em estado de graça.
A gente percebe o crescimento e a valorização
do esporte paraolímpico brasileiro”,
afirmou Nilson Pereira, ouro no futebol de cinco
e o primeiro a balançar a rede na história
paraolímpica da modalidade. Seu companheiro
de campo, João Batista, artilheiro da competição
com nove gols, também estava muito feliz:
“esse encontro com o Lula é um grande
avanço para o esporte paraolímpico.
A partir de agora, o reconhecimento ao trabalho
dos atletas paraolímpicos só tende
a crescer”.
Francisco Avelino, medalha de
ouro no 4x50 medley e bronze nos 100m peito, discursou
como representante dos atletas: “Fomos para
Atenas defender a bandeira de toda uma nação.
Fizemos tudo aquilo que podíamos e o resultado
encheu os brasileiros de orgulho e alegria. Obrigada
a todos aqueles que nos deram a oportunidade de
provar que os atletas com deficiência também
podem ser eficientes”.
“Vocês deram uma
lição de vida para muita gente.
Provaram que quando há determinação,
predisposição e oportunidade a vida
não tem limites. Vocês provaram a
idéia de que o melhor do Brasil é
o brasileiro. Vocês provaram que somos brasileiros
e não desistimos nunca. Além de
atletas, vocês saem da paraolimpíada
como exemplo das pessoas com deficiência.
Quantas mães agora não estão
saindo de casa e fazendo com que seus filhos pratiquem
esporte?”, finalizou o presidente da República.
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Comitê Paraolímpico Brasileiro
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