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COM VISTAS AO RIO 2007, COB E REDE CENESP REALIZAM TESTES INÉDITOS COM O PÓLO-AQUÁTICO

Os Jogos Pan-americanos Rio 2007 já estão deixando legados para a preparação das equipes brasileiras visando à competição. Numa iniciativa inédita entre o Comitê Olímpico Brasileiro e a Rede CENESP - Centro de Excelência Esportiva da UNIFESP, a Seleção Masculina de Pólo-aquático está passando por uma bateria de exames físicos na piscina do Clube Pinheiros, em São Paulo. O objetivo é avaliar as reais condições dos 24 atletas da Seleção e planejar individualmente a preparação até os Jogos Pan-americanos.

De acordo com o Dr. Antonio Carlos da Silva, responsável pelos testes da CENESP na unidade da Universidade Federal de São Paulo, o objetivo dos exames é utilizar conceitos e tecnologia até agora pouco utilizados no esporte brasileiro. "Estamos diante de uma excelente oportunidade de aproximar a ciência e a tecnologia ao esporte, a partir de um trabalho integrado com a equipe técnica do pólo-aquático e com o aval do COB e do Ministério do Esporte", revela.

Médico do esporte e professor da antiga Escola Paulista de Medicina, Antonio Carlos da Silva explica alguns métodos que estão sendo testados. "Por exemplo, estamos medindo o ácido láctico e a freqüência cardíaca dos atletas a partir de simulações que nunca foram utilizadas no pólo-aquático. O consumo de oxigênio está sendo feito com o atleta nadando, tanto em resistência quanto em velocidade. Além disso, estamos medindo a capacidade do atleta se manter em pé, dentro d'água, com até 18kg na cintura. São situações de jogo que pela primeira vez estão sendo analisadas sob o ponto de vista físico dos atletas", afirma.

Para o gerente geral do Departamento Técnico do COB, José Roberto Perillier, a iniciativa com o pólo-aquático deve se estender a outras modalidades com vistas aos Jogos Pan-americanos Rio 2007. "É importante implementarmos este trabalho no esporte de alto rendimento. A natação sincronizada também está realizando no Rio de Janeiro preparação para aumentar o nível de oxigênio, tendo em vista o Campeonato Mundial de Melbourne, em março. A ciência é uma grande aliada do esporte no mundo todo, e no Brasil não pode ser diferente", explica.

Conheça mais sobre o pólo do Brasil acessando a home page da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos

Matéria retirada da Home Page do Comitê Olímpico Brasileiro

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