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O objetivo do handebol brasileiro no Pan Americano de
Santo Domingo era o de conseguir duas medalhas de ouro,
o bicampeonato no feminino e o inédito título
no masculino. Se as mulheres eram consideradas favoritas,
os homens teriam, provavelmente, a eterna rival Argentina
pela frente. Ao final das duas competições,
jogadores e jogadoras da Seleção Brasileira
puderam comemorar invictos, os títulos em cima
da Argentina e a conseqüente e inédita classificação
conjunta para os Jogos Olímpicos.
O presidente da Confederação Brasileira,
Manoel Luiz Oliveira, destacou que o sucesso do projeto
desenvolvido para as Seleções Brasileiras
ocorreu devido aos recursos da Lei Agnelo/Piva. "Foi
feito um trabalho de intercâmbio com os times
europeus, utilizando esses recursos. Hoje, nosso handebol
feminino é comprovadamente superior aos adversários
das Américas e o masculino conquistou um inédito
ouro. Pela primeira vez teremos as duas equipes juntas,
nos Jogos Olímpicos", comentou o dirigente.
Favoritas desde o início, as mulheres do Brasil
trituraram cada adversário que surgiu pela frente:
crônica de uma vitória anunciada. Foram
feitos 284 gols em sete partidas, com média de
40,5 gols. A armadora esquerda Aline Chicória
foi a artilheira com 43. Este ano, em um quadrangular
disputado na Hungria, a equipe feminina ganhou pela
primeira vez de um time europeu, vencendo a Romênia.
A próxima meta, depois da vitória sobre
a Argentina na final (40 a 15), é o Mundial da
Croácia, no final do ano. "Tentaremos melhorar
nossa posição do último campeonato
(12° lugar na Itália), subindo duas posições.
Isso já comprovaria nossa evolução",
avaliou o técnico Alexandre Trevisan.
Os homens não ficaram atrás. Derrotaram
um por um, até o confronto decisivo contra a
Argentina, histórico rival e invicto contra o
Brasil havia dois anos, incluindo as decisões
do Campeonato Pan-Americano e dos Jogos Sul-Americanos,
ambos disputados no ano passado.
Nervosismo, provocação, suspense e muitas
lágrimas com a conquista do inédito ouro
no final do segundo tempo da prorrogação
por 31 a 30 (no handebol, podem haver até duas
prorrogações de 10 minutos, divididas
em dois tempos de 5 minutos cada).
Um sonho que cada jogador carregava consigo se realizou.
Não agüentávamos mais a medalha de
prata. Esse Pan entrou para a história. Agora,
temos que trabalhar bastante para Atenas, falou José
Ronaldo, conhecido como SB (Seleção Brasileira),
devido aos 19 anos vestindo a camisa verde e amarela.
O técnico Alberto Rigolo saiu de Santo Domingo
já com alguma idéia do que tentará
obter em Atenas. "Vamos lutar por uma boa campanha.
Não iremos só participar. Nosso objetivo
será ficar entre a sexta e nona colocação",
disse.
Campanha do time feminino:
2/8 - Brasil 36 x 13 Estados Unidos
3/8 - Brasil 48 x 06 República Dominicana
4/8 - Brasil 46 x 10 México
6/8 - Brasil 36 x 21 Uruguai
7/8 - Brasil 34 x 18 Argentina
9/8 (semifinal) Brasil 46 x 14 Uruguai
12/8 (final) Brasil 40 x 15 Argentina
Campanha do time masculino:
2/8 - Brasil 35 x 16 República Dominicana
3/8 - Brasil 34 x 14 Chile
5/8 - Brasil 36 x 17 Uruguai
7/8 (semifinal) Brasil 34 x 20 Estados Unidos
11/8 (final) Brasil 31 x 30 Argentina
MEDALHAS DO BRASIL NOS JOGOS PAN-AMERICANOS:
Indianápolis (87) - bronze (masculino e feminino)
Havana (91) - prata (masculino)
Mar del Plata (95) - prata (masculino) e bronze (feminino)
Winnipeg (99) - ouro (feminino) e prata (masculino)
Santo Domingo (03) - ouro (masculino) e ouro (feminino)
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