|
Os atletas paraolímpicos
avaliados pelo CEFE no 1o. semestre chegaram ao Brasil
com 16 medalhas do Mundial da IBSA, uma das maiores
competições para atletas cegos e deficientes
visuais de todo o mundo. Eles também garantiram
oito vagas para os Jogos Paraolímpicos de Atenas.
A novidade das conquistas ficou com a categoria feminina
do judô e da equipe de goalball* : as duas modalidades
irão, pela primeira vez, participar de uma Paraolimpíada.
Entre os títulos, três medalhas de ouro,
cinco de prata e oito de bronze. Ádria Santos,
a melhor velocista cega do mundo, mesmo estando na fase
final de recuperação do joelho direito,
que foi operado no mês de março, comprovou
o seu favoritismo. Foram duas medalhas de ouro, uma
na prova dos 100m com o tempo de 12s72, e outra, nos
200m, quando venceu com 25s75. E mais uma de bronze,
nos 400m, quando levou desvantagem por ser uma prova
mista, com a participação de atletas cegas
e deficientes visuais.
A carioca Karla Cardoso se consagrou como a melhor judoca
do mundo na sua categoria (-48kg), trazendo mais um
ouro para o Brasil. Danielle Bernardes da Silva obteve
o bronze na categoria (-57kg) e a equipe feminina conquistou
a medalha de prata. Com a quinta colocação
na categoria (-52kg) Renata Quintão, juntamente
com as outras duas atletas classificaram para Atenas.
Um esporte ainda pouco conhecido pela sociedade brasileira
também conquistou seu lugar ao sol. É
o goalball* que trouxe a prata e estará representando
o País na Paraolimpíada. A campanha do
Brasil nesse esporte foi extraordinária. As meninas
venceram as quatro primeiras partidas com um saldo de
25 gols a favor e seis contra. Na semifinal venceu o
Japão de 2x1 e na final perdeu na prorrogação
para o time da Finlândia.
No judô masculino, o bicampeão paraolímpico,
Antônio Tenório, ficou com a medalha de
bronze da categoria (-90kg). Leonel Cunha, categoria
(+100kg) obteve o quinto lugar; Divino Dinato (-100kg)
ficou com a sétima colocação e
Alessandro Oliveira (-72kg) em nono. Todos eles conquistaram
o ranqueamento para os Jogos Paraolímpicos.
O atletismo brasileiro também ganhou mais seis
medalhas: duas de prata para o velocista André
Garcia na prova dos 200m e nos 100m livres, na classe
B3. O fundista Adirson Castro ficou com o bronze nos
1500 m. Maria José Alves (a Zezé) obteve
uma prata nos 100 m e um bronze nos 200m, ambas na classe
B2. Clayton Pacheco conquistou um bronze no salto triplo,
também na classe B2. Na natação,
o destaque fica com o campineiro André Meneguetti
e com o carioca Gilberto Fernandes, que conseguiram
a medalha de bronze nos 800m livres e nos 200m medley,
respectivamente.
GOALBALL: O que é e como se joga? O goalball
é disputado em uma quadra com as mesmas dimensões
da quadra de vôlei (18 x 9). Cada equipe conta
com três jogadores titulares e três reservas
e em cada extremidade da quadra há um gol com
nove metros de largura. Os três atletas são,
ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso
tem de ser rasteiro com o objetivo de balançar
a rede adversária. A bola possui um guizo em
seu interior que emite sons – há furos
que permitem a passagem do som – para que os jogadores
possam saber a direção dela (é
um esporte baseado nas percepções tátil
e auditiva). Exatamente por esse motivo não pode
haver barulho no ginásio, caso contrário
não é possível ouvir o som emitido
pelo guizo. Como há diferentes níveis
de deficiência visual – alguns atletas são
cegos totais, outros conseguem perceber mudanças
de luminosidade ou vultos – é obrigatório
o uso de um óculos que funciona como venda, igualando
a deficiência. Ainda sobre a bola, ela tem 76
cm de diâmetro e 1,250 kg de peso. Sua cor é
alaranjada no mesmo tom da bola de basquete. Como é
possível perceber, o goalball tem duas coisas
que o brasileiro mais gosta: bola e gol.
Matéria retirada da Home
Page do Comitê Paraolímpico
|