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HALTEROFILISTA BRASILEIRA GANHA OURO


Atletas paraolímpicos mostram sua força. Estamos falando de garra, determinação e muito sucesso. A cada dia que passa os resultados conquistados pelos atletas portadores de deficiência são mais expressivos. Somente nas duas últimas semanas um grupo de 41 atletas conquistou o número de 20 medalhas em duas competições internacionais – o Campeonato Mundial para Cegos e Pan-americano de Halterofilismo.

Muitos brasileiros já ouviram falar ou viram Ádria Santos, a melhor velocista cega do mundo, mas a sociedade não conhece ídolos paraolímpicos das modalidades como Tênis de Mesa e Halterofilismo. O mundo do esporte adaptado está cada vez mais fortalecido. Prova disso são os resultados dos últimos dias que quatro halterofilistas paraolímpicos trouxeram para o Brasil.

Duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze conquistadas no Parapanamericano de Halterofilismo, em Oklahoma, nos EUA. Um ouro ficou com a única representante da categoria feminina, a natalense Terezinha Mulato, o outro foi para o carioca Marcelo Motta. A prata ficou com mais um atleta do Rio Grande do Norte, João Eusébio, e o bronze foi para outro carioca, Valmir Silvestre de Souza.

A equipe chegou ao Brasil nesta segunda-feira e seus integrantes estão bem próximos de um grande sonho: a classificação para Atenas. “As chances aumentam, pois eles irão subir posições no ranking e conseguiram medalhas em uma competição importante, o que faz aumentar suas possibilidades para Atenas”, afirma Kleber Veríssimo, diretor-técnico do CPB.

Nessa modalidade os atletas ainda poderão participar de mais uma competição internacional que acontecerá no México, no mês de outubro. Para o chefe da delegação que está nos EUA, Gilberto Bitencourt, esses resultados se deve “a dedicação que está sendo empregada pelos esportistas ao treinamento e ao apoio que eles estão recebendo para praticar esporte, como por exemplo, a bolsa-auxílio do CPB”.

Dados: Teresinha conseguiu levantar 80kg, em sua categoria que é de 60Kg. Marcello é da categoria 67,5kg e alcançou 140kg. Eusébio ficou com a segunda colocação na categoria 82kg, levantando 160kg e Walmir Silvestre levantou 160kg, na categoria 75kg, o que lhe garantiu a medalha de bronze. Mais um atleta brasileiro, Alexsander Whitaker, participou da mesma categoria, mas foi desclassificado porque queimou as três tentativas.

Matéria retirada da Home Page do Cômite Paraolímpico Brasileiro

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