| Lá do
outro lado do mundo, na Oceania, o Brasil fechou
com glamour a sua participação nos
Jogos Mundiais de Stoke Mandeville. Durante cinco
dias de competição a equipe brasileira
de 18 atletas das modalidades atletismo, natação
e halterofilismo conquistou nada menos do que
38 medalhas para o País, sendo 22 de ouro,
nove de prata e seis de bronze.
A performance dos brasileiros mostra que eles
estão com tudo para enfrentar os dois últimos
desafios internacionais, um no Brasil, entre os
dias 4 e 7 de novembro: o Open Paraolímpico
de Atletismo e Natação; o outro,
em Mar del Plata, de 3 a 10 de dezembro - o Parapanamericano
de nove modalidades. O destaque vai para a equipe
de natação que é composta
por atletas da seleção permanente
do Comitê Paraolímpico Brasileiro-CPB
e conquistou nada menos do que 24 medalhas.
Se a natação está
com tudo o atletismo e o halterofilismo não
ficam atrás. Foram 11 medalhas: seis de
ouro, três de prata e duas de bronze. O
Brasil encerrou a sua participação
nos Jogos com a conquista da medalha de ouro do
atleta Alexssander Withaker, que bateu o recorde
Parapanamericano na categoria (-75kg), levantando
192,5kg. A delegação brasileira
esteve sob a responsabilidade da Associação
Brasileira de Desportos em Cadeira de Rodas-ABRADECAR
e tem patrocínio do Ministério do
Esporte e do Comitê Paraolímpico
Brasileiro, por meio dos recursos da Lei Piva.
Saiba mais sobre os Jogos:
O Mundial de Stoke Mandeville
é um dos campeonatos mais tradicionais
do mundo. Depois da Segunda Grande Guerra o neurologista
Ludwig Guttmann criou o Centro Nacional de Lesionados
Medulares do Hospital de Stoke Mandeville, que
teve o objetivo de reabilitar os soldados feridos
na guerra. Em 1948, foram realizados os primeiros
Jogos de Stoke Mandeville e a primeira edição
internacional do evento aconteceu quatro anos
depois e foi disputada por atletas ingleses e
holandeses.
Em 1960, aconteceu a primeira
Paraolimpíada, mas os Jogos de Mandeville
também continuam sendo realizados a cada
quatro anos. Esta edição está
ocorrendo na cidade de Christchurch, Nova Zelândia,
e reúne 800 atletas de 43 países
filiados à Federação Internacional
de Esportes em Cadeira de Rodas de Stoke Mandeville
(ISMWSF) – uma das precursoras do movimento
paraolímpico mundial.
Natação - Resultado
geral: 25 medalhas - 16 ouros, 5 pratas e quatro
bronzes. Resultado por atleta: Adriano Galvão,
quatro ouros (50, 100, 200m livres; 50m costas)
Adriano Gomes, dois ouros nos 200m medley e 100m
peito, duas prata nos 50m livres revezamento medley
e dois bronzes no revezamento 4x50m livre e no
100m livres; Ivanildo Vasconcelos, um ouro nos
200m medley, uma prata no revezamento medley e
um bronze no revezamento 4x50m; Edênia Garcia,
quatro ouros nos 50, 100, 200m livres e 50m costa;
Francisco Avelino, um ouro no 100m peito, uma
prata no revezamento medley e dois bronzes no
50m livre e no revezamento 4x50m livre; Genezi
Andrade, dois ouros nos 200 e 100m livre, e dois
bronzes no revezamento 4x50m e no 50m costa; Joon
Sok Seo, dois ouros 50m costa e 100m livre, três
pratas nos 50m livre e nos 50m borboleta, revezamento
medley.
Atletismo - Resultado Geral -
11 medalhas – seis ouros, três pratas
e dois bronzes. Resultados por atleta: Roseane
Santos, ouro no lançamento de disco e prata
no lançamento de dardo e ouro no arremesso
de peso; Suely Guimarães, ouro no lançamento
de disco e prata no lançamento de dardo
e ouro no arremesso de peso; Sônia Gouveia,
ouro no lançamento de dardo, prata no arremesso
de peso e ouro lançamento de disco. Fernando
Santana, bronze no arremesso de peso e Sandro
Silva, bronze no arremesso de peso.
Halterofilismo - Josilene Alves
conquistou a medalha de prata e levantou 85 kg
na categoria até 65kg e Alesxander Witaker
com medalha de ouro na categoria até 65kg.
Matéria retirada da Home
Page do Comitê Paraolímpico Brasileiro
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