CENTRO DE ESTUDOS DE FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO





     

CPB DEFINE CALENDÁRIO DE AVALIAÇÃo
Grupo de cientistas do paradesporto nacional definiu no CPB o Calendário de Avaliação de Atletas para o ano de 2003.

A comissão é presidida, a partir de agora, pelo diretor-técnico do CPB, Kleber Veríssimo e coordenada por Marco Túlio de Mello, professor do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo. É integrada pelos seguintes especialistas em esportes para portadores de deficiência: Alberto Martins da Costa (Universidade Federal de Uberlândia), Antônio Carlos da Silva (Universidade Federal de São Paulo), Benedito Sérgio Denadai (Universidade Estadual Paulista, Rio Claro), Dietmar Samulski (Universidade Federal de Minas Gerais), Manoel da Cunha Costa (Universidade Estadual de Pernambuco), Marcelo Bichels Leitão (Universidade Evangélica do Paraná), Roberto Vital (diretor-médico do CPB) e Sílvio Soares dos Santos (Universidade Federal de Uberlândia).O encontro definiu também Alberto Martins da Costa como chefe da delegação paraolímpica brasileira em Atenas 2004.

O CALENDÁRIO CPB DE AVALIAÇÃO DE ATLETAS em 2003

De 6 a 12 de abril, em São Paulo, na Unifesp - Universidade Federal de São Paulo, avaliação dos atletas das modalidades ATLETISMO, GOALBALL e HALTEROFILISMO;

De 21 a 27 de abril, também em São Paulo, na mesma Unifesp, avaliação para as equipes de NATAÇÃO, JUDÔ e CICLISMO;

De 13 a 19 de junho, em Recife (PE), na Universidade Estadual de Pernambuco, avaliação para TÊNIS DE MESA, TIRO e FUTEBOL PARA CEGOS;

De 19 a 23 de junho, em São Paulo, na Unifesp: BASQUETE e TÊNIS.

IMPORTÂNCIA

Para Kleber Veríssimo, constituir oficialmente a Comissão é colocar em prática a proposta da Diretoria Técnica do CPB com relação à qualificação de suas equipes paraolímpicas permanentes: “estabelecer o calendário é dar curso imediato a um trabalho científico, técnico e psicológico para acompanhamento, avaliação e orientação dos nossos atletas de ponta e de seus técnicos e treinadores. Um trabalho que, com certeza, vai garimpar sucesso neste ano e buscar resultados nas Paraolímpíadas de Atenas 2004”.

Marco Túlio de Mello resume: “coordenar esta comissão é um prazer. Ela é composta por profissionais do mais alto gabarito, nos permite viabilizar para os atletas um treinamento com essa retaguarda científica e técnica que, certamente, nos levará a uma sensível evolução e, mais ainda: estabelece uma interface entre a comissão, atletas e o Comitê”. Para Marco Túlio, o calendário é um grande passo para nortear não só a forma de trabalhar da comissão, como tentar sincronizar a avaliação ao melhor período de treinamento do atleta”.

Alberto Costa é didático e objetivo: “eu diria que esta é uma comissão de avaliação, orientação e acompanhamento da preparação dos atletas brasileiros rumo a 2004. É a ciência aplicada no esporte paraolímpico. Já o calendário é a programação organizada e sistemática para orientar o programa de treinamento”.

Antônio Carlos da Silva diz que se trata de “um trabalho gratificante. É um grupo excelente de profissionais que, tendo oportunidade de fazer um trabalho contínuo, podem chegar a um grau de resultado de alto nível para os atletas e para o esporte paraolímpico ao juntarem as conclusões de seus trabalhos”. Acrescentou que esse intercâmbio levará às medidas adequadas ao programa de preparação e qualificação dos atletas do CPB. Ele conclui que a meta é um trabalho permanente de acompanhamento e avaliação dos atletas “para que se possa detectar limitações e apontar caminhos para seu melhor desempenho, reavaliar, manter ou modificar seu regime de preparação na justa medida do aprimoramento de sua performance nas competições”.

Benedito Sérgio Denadai garante que a comissão “é o suporte físico, clínico, psicológico incorporado ao treinamento e preparação dos atletas. O calendário permite a realização do treinamento e da preparação dos atletas para as competições”.

Dietmar Samulski explica que a performance do atleta depende de uma gama enorme de importantes fatores que, nesta comissão, serão tratado por uma equipe multidisciplinar; um grupo que pode juntar todos os detalhes – clínicos, técnicos, táticos, biomecânicos, nutricionais, psicológicos – para aplicá-losde forma homogênea e objetiva em favor dos atletas e do esporte paraolímpico brasileiro. Esta multiplicidade científica é a garantia de seguirmos no rumo certo. Quanto à definição do calendário, diz que “é o caminho indispensável para o bom resultado que nos levará a Atenas 2004 com enormes perspectivas”.

A opinião de Manoel da Cunha Costa ele a expressa de forma sucinta e clara: “o sucesso esportivo depende de um tripé: calendário esportivo; conhecimento técnico aplicado; uso da ciência e tecnologia. E este é o trabalho fundamental desta comissão. O calendário é o nosso grande passo do ano”.

Marcelo Bichels Leitão lembra que “os resultados anteriores já demonstraram a importância das ações da comissão de avaliação. Agora, ofcialmente formada, tem maiores possibilidades de acrescentar subsídios fundamentais para melhorar ainda mais os resultados. O calendário é importantíssimo porque proporciona organizar e planejar melhor as avaliações”.

A análise de Roberto Vital é de a comissão é “importante, principalmente, pela avaliação médica, científica e técnica que dá a cada atleta o perfil adequado para o seu desempenho tanto no treinamento quanto na competição”. Ele diz que o calendário é o complemento organizado e definitivo para os programas de treinamento com vistas às competições.

Silvio Santos considera “pertinente, necessária e determinante para os rumos da política do CPB visando ao desenvolvimento e consolidação do esporte paraolímpico no Brasil”. Garante que a calendário de avaliações vai fortalecer e respaldar estratégias, ações e rumos que o Comitê pretende para o sucesso dos atletas em 2003 e “pra lá de Atenas”.

A EQUIPE DE AVALIAÇÃO

Aqui, alguns dados sobre a formação profissional dos integrantes da Comissão de Avaliação, Orientação e Acompanhamento de Atletas, instituída pelo CPB:

Marco Túlio de Mello Coordenador da Comissão de Avaliação de Atletas do CPB

Professor Adjunto II Departamento de Psicobiologia Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP Especialista em Educação Física para Pessoas Portadoras de Deficiência Física pela Universidade Federal de Uberlândia, UFU Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP Área de Concentração: Psicobiologia

Alberto Martins da Costa Chefe da Delegação Paraolímpica Brasileira em Atenas 2004

Professor Adjunto IV da Faculdade de Educação Física, FAEFI Da Universidade Federal de Uberlândia, UFU. Mestre pela Universidade de Frankfurt, Alemanha. Área de Concentração: Ciências da Educação Física. Doutor pela Universidade de Campinas, UNICAMP. Área de Concentração: Atividade Motora e Adaptação

Antônio Carlos da Silva

Doutor em Ciências da Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina, UNIFESP-EPM. Chefe da Disciplina de Neurofisiologia e Fisiologia Endócrina da Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina UNIFESP-EPM. Presidente do Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício, CEFE, da Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina, UNIFESP-EPM

Benedito Sérgio Denadai

Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP. Livre-docente em Fisiologia do Exercício pela Universidade Estadual Paulista, UNESP. Coordenador do Laboratório de Avaliação da Performance Humana da Universidade Estadual Paulista, UNESP, Rio Claro

Dietmar Samulski

Doutor em Psicologia do Esporte, Universidade Colônia, Alemanha. Coordenador do Laboratório de Psicologia do Esporte, da rede CENESP da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG

Manoel da Cunha Costa

Professor da Escola Superior de Educação Física, ESEF, da Universidade Estadual de Pernambuco, UPE. Coordenador Técnico do CENESP, Escola Superior de Guerra, Universidade Estadual de Pernambuco, UPE

Marcelo Bichels Leitão

Medico Especialista em Medicina do Esporte, Mestrando em Cardiologia pela Universidade Federal do Paraná, Professor da Disciplina de Medicina do Esporte da Universidade Evangélica do Paraná

Roberto Vital

Fisiatra, Especialista em Medicina Desportiva, Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, Médico do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Médico da Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas, ABRADECAR. Chefe do Departamento Técnico do ABC F.C.

Sílvio Soares dos Santos

Professor Adjunto I da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia, UFU. Mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG. Área de Concentração: Ciências do Esporte / Treinamento Desportivo. Doutor pela Universidade de Konstanz, Alemanha.

 

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