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Agora é a vez dos atletas paraolímpicos em Atenas

Para quem pensa que os Jogos de Atenas chegaram ao final, o Comitê Paraolímpico Brasileiro anuncia oficialmente que estão apenas no meio. No dia 17 de setembro começarão os Jogos Paraolímpicos e a equipe brasileira avaliada pelo CENESP-UNIFESP, a maior da história, com 98 atletas de 13 modalidades, embarca no próximo dia 9, de Brasília para Atenas. A grande novidade do evento grego é a organização conjunta. Os dois Jogos, Olímpicos e Paraolímpicos, pela primeira vez, são um evento único e compartilhado. Esse é o início da realização de um grande sonho: 60 dias de Jogos de Verão.

Em meio ao Parthenon, Parnathinakon Stadium e a tantos monumentos históricos, estarão reunidos, entre os dias 17 e 28 de setembro, 4 mil atletas paraolímpicos de 143 países (20 a mais do que em Sydney). Seguindo a mesma tradição das divindades olímpicas, deuses paraolímpicos mostrarão a beleza dos seus movimentos e o esplendor de seus resultados, competindo em 19 modalidades. Esta será a maior participação na história das Paraolimpíadas que começaram em 1960, em Roma, com a presença de 400 atletas de 23 países.

Se em Sydney o Brasil obteve a sua melhor campanha da história, quando conquistou 22 medalhas (seis de ouro, 10 de prata e seis de bronze), agora que a delegação conta com resultados expressivos como os nove recordes mundiais, o Brasil Paraolímpico tem tudo e foi preparado para atingir uma grande meta: ficar entre as 20 primeiras potências do mundo.

A delegação se hospedará na Vila Paraolímpica. Além dos 98 atletas, a equipe brasileira conta com mais sete atletas guias e 64 integrantes, entre eles, dirigentes da equipe, técnicos e coordenadores de modalidades, médicos, fisioterapeutas, psicólogos e staff. As novidades do selecionado brasileiro são as conquistas de vagas em hipismo e goalball (esporte criado exclusivamente para cegos e deficientes visuais), modalidades em que o Brasil nunca participou; no basquetebol e no tênis em cadeira de rodas, que pela primeira vez, adquiriram seus lugares dentro das quadras e não através de convite; no futebol de 5 (para cegos) e no judô feminino, modalidades que integraram o programa dos Jogos nesta edição.

 

Matéria retirada da Home Page do Comitê Paraolímpico Brasileiro

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