|
Falta menos de um
ano para o início da Paraolimpíada. O
Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos
e Paraolímpicos, pela primeira vez unificados,
estima que Atenas pode superar os números de
Sydney. Cerca 4.000 atletas deficientes de 143 países
(vinte mais que na edição dos Jogos em
2000), competirão entre os dias 17 e 28 de setembro
de 2004 em 19 esportes, marcando a maior participação
em sua história, que começou em 1960,
em Roma, com a presença então de 400 atletas
de 23 países.
Atenas, além dos atletas, também
receberá 600 membros do Comitê Internacional
Paraolímpico, 1.450 membros de Federações
Internacionais de esportes, 10.000 integrantes de comitês
paraolímpicos e cerca de 3.000 representantes
de meios de comunicação. Cerca de 35.000
pessoas trabalharão para os Jogos Paraolímpicos,
das quais 15.000 serão voluntários. A
cobertura televisiva superará as 300 horas, a
cargo do International Sport Broadcasting, com transmissões
ao vivo das competições.
Em Sydney o Brasil foi representado
por 64 atletas em nove modalidades esportivas e entrou
para a história com o expressivo número
de 22 medalhas (seis de ouro, dez de prata e seis de
bronze) e a conquista do reconhecimento da sociedade.
Depois da Paraolimpíada de 2000, o crescimento
do esporte tem sido surpreendente. Com a criação
da lei 10.264/01 conhecida como Lei Agnelo/ Piva, que
repassa recursos financeiros oriundos das loterias da
Caixa Eonômica Federal, o Brasil vem estruturando
e qualificando o esporte paraolímpico.
As expectativas são de que os
números de atletas brasileiros e modalidades
sejam superados. O País já garantiu sua
participação nas seguintes modalidades:
natação, atletismo, judô, futebol-7
PC (paralisados cerebrais), ciclismo, goalball feminino
(esporte específico para cegos). E tem plenas
chances de classificar nas próximas competições
o basquete em cadeira de rodas, o adestramento paraolímpico,
o futebol-5 (cegos), o tênis de mesa, o tênis
em cadeira de rodas, o halterofilismo, o vôlei
paraolímpico, a esgrima e o tiro paraolímpico.
A quantidade de esportistas que irão
compor a equipe brasileira será definida até
o mês de maio de 2004, quando acontece os JOGOS
PARAOLÍMPICOS DO BRASIL. Ainda neste ano os atletas
buscarão mais vagas para o Brasil nas seguintes
competições: Campeonato Europeu de Ciclismo,
na República Tcheca, neste mês; Jogos Mundiais
de Stoke Mandeville, em fins de outubro e início
de novembro; Copa do Mundo de Bocha PC também
na Nova Zelândia; Parapanamericano de Tênis
de Mesa, de 15 a 22 de novembro, em Brasília;
Parapanamericano de Natação, Atletismo,
Basquete em Cadeira de Rodas,Esgrima, Adestramento e
Vôlei paraolímpicos, em dezembro, em Mar
Del Plata, na Argentina e Copa América de Futebol
para Cegos, em Bogotá, Colômbia, também
em dezembro.
Segundo o presidente do CPB o trabalho
que vem sendo realizado pelo Comitê é superior
à conquista de títulos. “A meta
maior é tirar o desporto paraolímpico
do amadorismo, da era puramente intuitiva, para dar-lhe
um formato sistematicamente qualificado. Essa forma
vem passando ao esporte paraolímpico brasileiro
e à vida do atleta de alto rendimento, organização,
apoio, e garantindo-lhe um calendário de competições
internacionais classificatórias para os Jogos
Paraolímpicos”.
Breve histórico: O esporte para
pessoas portadoras de deficiência foi criado em
Ayeslesbury, na Inglaterra, quando o neurologista alemão,
Ludwig Guttmann, cria o Centro Nacional de Lesionados
Medulares do Hospital de Stoke Mandeville, visando a
reabilitação dos os lesionados da 2º
Guerra Mundial. No Brasil o esporte chegou em 1958,
quando os paraplégicos Robson de Almeida Sampaio
e Sérgio Delgrande, fundam respectivamente o
Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro e o Clube dos Paraplégicos,
em São Paulo. Em 1975, para estruturar o esporte
para portadores de deficiência, surgiu a Associação
Nacional de Desporto para o Excepcional-ANDE, que agregava
todo o tipo de deficiência. Em 1995 foi criado
o CPB para representar e consolidar o esporte no cenário
nacional e internacional, buscando a universalização
de oportunidades para o acesso das pessoas portadoras
de deficiência à prática esportiva.
Matéria retirada da Home Page do Cômite
Paraolímpico Brasileiro
|