| Ádria
Santos confirma o seu favoritismo no mundo do
esporte. Desta vez a façanha acontecu dia
27 de agosto em Paris, no 9º Mundial de Atletismo
da International Association Athletism Federation-IAAF.
Ela conseguiu pela segunda vez em um mundial olímpico,
ser a única, entre atletas brasileiros
convencionais e portadores de deficiência,
a subir na parte mais alta do pódio. Além
de ser a única atleta a conquistar medalha
de ouro para o Brasil na competição,
Ádria bateu o recorde mundial da classe
T12 (até 15% da visão), sendo que
o recorde da classe T11 (cegos) também
é da velocista brasileira.
Ádria Rocha do Santos a primeira colocação
na prova dos 200m para cegos e deficientes visuais
com o tempo de 25:22s, batendo assim o recorde
da competição que foi conquistado
por ela com o tempo de 25:76s no ano de 2001,
na 8º Edição do Mundial, em
Edmonton, no Canadá. Em segundo lugar ficou
a francesa Assia El Hannouni, com 25:78s e em
terceiro a espanhola Purificatiòn Santamarta
com 26:28s. A brasileira Maria José (Zezé)
conquistou a quarta colocação com
o tempo de 26:30s.
A prova foi combinada (com a
participação de atletas das Classes
T11-cegas e T12-percepção de vulto),
mas mesmo assim Ádria levou vantagem. Em
Edmonton, Ádria ficou com a medalha de
ouro e Zezé conquistou o bronze. No mês
de fevereiro deste ano a atleta operou o joelho
direito e já demonstra que está
em ótima fase. No início do mês
ao participar em Quebec do mundial para cegos
ela conquistou nada menos do que três medalhas,
duas de ouro e uma de bronze.
Ádria é um fenômeno-
Se fossemos comparar Ádria com as melhores
velocistas olímpicas do mundo chegaríamos
à conclusão de que ela é
tão estrela como a americana Griffith Joyner,
que em 1988, fez o 10:49s, nos 100m, ou ainda,
a mais recente, Kelly White, que conquistou o
tempo de 10:85s, na mesma competição
que Ádria está, no último
dia 24 de agosto. Ádria já chegou
a fazer 12:46s nos 100m, tempo conquistado em
Sydney. Nos 200m ela é a melhor com o tempo
de 24:99s. A diferença é a seguinte:
Ádria é completamente cega e mesmo
sabendo que um segundo é muito quando se
trata de atletismo, se fizermos uma análise,
ela não deixa nada a desejar para as duas
americanas. Entre os esportistas paraolímpicos
ela já é um ícone. Aqui no
Brasil é conhecida, mas precisa ser mais
lembrada, pois ela é com certeza a melhor
velocista dos últimos tempos. Nenhuma atleta
brasileira que compete nas pistas coleciona tantas
medalhas e recordes como Ádria. Definitivamente
ela é a número um do Brasil e do
mundo.
Perfil da atleta:
Ádria Santos: Em 11 de
agosto de 1979 nascia, em Nanuque, cidade ao norte
de Minas Gerais, uma estrela das pistas do mundo
inteiro: Ádria Rocha dos Santos. A menina,
portadora de retinose pigmentar, é hoje
a velocista cega mais rápida do universo
paraolímpico. Começou sua história
esportiva em 1987, no Instituto São Rafael
– escola para deficientes visuais, em Belo
Horizonte. Em 1995 foi para o Rio de Janeiro e
passou a competir pela SADEF.Extrovertida, feliz
da vida, mãe de Bárbara –
um azougue de 13 anos – Ádria é
ligada hoje à Associalção
Joinvilense de Deficientes Visuais-Ajidevi e integra
a Equipe Permanente de Atletismo do Comitê
Paraolímpico Brasileiro-CPB, marca registrada
de sua enorme capacidade de vencer as grandes
provas da vida.Especialista nas provas de 100m,
200m e 400m rasos, ela garante que gosta mais
do desafio dos 200m, embora sua grande paixão
seja ganhar sempre, em qualquer prova. Em fevereiro
deste ano, ela submeteu-se a uma cirurgia no joelho
direito e, para recuperar-se do susto, foi buscar
em agosto no Mundial da IBSA, em Quebec, no Canadá,
duas medalhas de ouro nos 100m e 200m e uma de
bronze nos 400m rasos. Ádria tem uma trajetória
esportiva que só os grandes nomes do cenário
mundial podem mostrar: duas medalhas de prata
– 100m e 400m - na Paraolimpíada
de Seul, em 1988; uma de ouro, nos 100m, nos Jogos
Paraolímpicos de Barcelona-ES, em 92; duas
de bronze, nos 200m e 400m, no Mundial da Alemanha,
em 94; foi ouro nos 100m no Pan-americano da Argentina,
em 95; três de prata, nos 100m, 200m e 400m,
na Paraolimpíada de Atlanta-EUA, em 96;
três de ouro, nos 100m, 200m e 400m, nos
Jogos Pan-americanos do México, em 99;
duas medalhas de ouro, ambas com recordes mundiais,
nas provas de 100m e 200m, na Paraolimpíada
da Austrália, em Sydney-2000. Em 2001,
medalha de ouro na prova de exibição
paraolímpica no Mundial da Federação
Internacional de Atletismo-IAA realizado em Edmonton,
Canadá; no ano de 2002, em Lille, na França,
mesmo competindo com forte tendinite, foi prata
nas provas de 100m e 200m; em 2003, no Mundial
da IBSA, em Quebec, Canadá, conquistou
duas medalhas de ouro: nos 100m e 200m e uma de
bronze, nos 400m.
Matéria retirada da Home
Page do Comitê Paraolímpico Brasileiro
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