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A atleta que
passa por avaliações periódicas
no CEFE, a brasileira Ádria Santos, a melhor
velocista cega do mundo, conquistou com o tempo
de 12:72 a medalha de ouro no Mundial da IBSA*,
que está acontecendo desde do último
dia 1º de agosto em Quebec. A segunda colocação
ficou com a sua maior adversária, a espanhola
Purificación Santamarta, que terminou a
prova em 13:17. O terceiro lugar ficou com a russa
Helena Frolova, com o tempo de 13:37.
Ádria Rocha do Santos que se recupera de
uma operação do joelho direito,
confirma que a garra e determinação
são mais fortes do que qualquer lesão.
“Essa é mais uma etapa, e agora,
rumo à Atenas”, diz emocionada. Ádria
já participou de quatro Paraolimpíadas
e soma títulos como as duas medalhas de
ouro na Paraolimpíada de Seul-1988; cinco
medalhas de ouro (incluindo duas no revezamento)
no Pan-Americano da Argentina-1995; medalha de
ouro nos 100m rasos na Paraolimpíada de
Barcelona-1992; três medalhas de prata na
Paraolimpíada de Atlanta-1996; três
medalhas de ouro no Pan-Americano do México-1999
e as inesquecíveis medalhas de ouro em
Sydney-2000.
A atleta é hoje um dos
maiores símbolos do esporte paraolímpico
brasileiro. Entrou definitivamente para a história
do esporte no País, em 2000, na Paraolimpíada
de Sydney, quando foi reconhecida a melhor do
mundo. “É sempre bom representar
o Brasil e, quando ganhamos um ouro então,
é melhor ainda”, afirmou a atleta
emocionada. Para o técnico da esportista,
Amaury Veríssimo, esse resultado se soma
aos outros, “mas tem um gostinho especial,
pois Ádria vem de uma contusão”.
Ele ainda lembra que a atleta é um ícone
nacional e serve de exemplo para toda a sociedade
e, principalmente, para a nova geração
de atletas deficientes. “A dedicação
aos treinamentos, as metas e seriedade fazem de
Ádria uma paixão nacional”,
completa.
Além do ouro de hoje,
Ádria também conquistou um 3º
lugar na prova mista dos 400m, disputada entre
as classes B1 (cega) e B2 (percepção
de imagem). Vale ressaltar que Ádria levou
desvantagem nessa prova por competir com atletas
que têm até 10% da visão,
sendo que ela é cega total. A atleta ainda
irá correr os 200m e duas provas de revezamento,
e tem chances de trazer mais um ouro para o Brasil.
No final de agosto, ela enfrenta mais um desafio:
irá participar do 9º Mundial de Atletismo
Olímpico, em Paris, que abre, pela segunda
vez, provas para deficientes. Em 2001, na oitava
edição, a atleta conquistou o ouro.
* Mundial da IBSA - O Mundial
da International Blind Sports Federation-IBSA
é uma das maiores competições
direcionadas a deficientes visuais e cegos. O
evento termina dia 11 de agosto e conta com a
presença de mais de mil atletas, representando
65 países. A delegação brasileira
está composta por 36 esportistas e um staff
de 21 pessoas, entre eles, profissionais da área
do desporto adaptado, intérpretes, guias
e médicos. A equipe do Brasil está
sob a responsabilidade da Associação
Brasileira de Desportos para Cegos-ABDC e tem
os apoios do Comitê Paraolímpico
Brasileiro, do Ministério do Esporte e
da Secretaria Municipal de Esportes do Rio de
Janeiro.
Matéria retirada da Home
Page do Comitê Paraolímpico Brasileiro
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